segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Máquina

As lágrimas vem aos olhos Se enchem e se esvaziam Se enchem e se esvaziam Se enchem e se esvaziam O peito apertado O corpo cansado A boca muda As mãos não tocam a ninguém Não têm mais essa função Obedece-se o comando Na hora No pulso Essa é a ação Sem reação E os olhos Se enchem e se esvaziam.

Baú

E de cada um trago uma coisa De cada um que encontrei Pros que ainda não vi Tenho espaço também Só aviso antes Não devolvo mais não Guardo bem Tá tudo amontoado Meio bagunçado o que será que é de quem?

Dá liberdade.

E as moças sorriram Um sorriso largo Eu bem vi a cara delas Não se sentiria gosto amargo Se passassem a língua nelas Puderam notar bem quem as tocou Elas estavam diferentes Teve mulher que dançou Com o corpo feito serpente Não tinha como esconder Era muita gritaria e Agitação Quem chegava, agradecia Era a sua libertação.

Dos sonhos

...Que na cabeça são cheios de cor. No papel de letras azuis. Na vontade de virar realidade.

Asas

Um pé ferido A dor da Alma Pés E palmas Um grito contido. Lava pés Tira a sujeira Encontre quem tú és Sua forma primeira. Além do chão De encontro com o Céu A Purificação. A Elevação.

Quem é ela?

Dava a impressão de que enquanto o mundo tocava um rock pauleira, ela dançava ao som de uma música clássica.
Esse blog é fruto... Verde ainda.